Passatempo n.º 31

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"Os Lusíadas" - Canto II - 45
Que, se o facundo Ulisses escapou
De ser na Ogígia Ilha eterno escravo,
E, se Antenor os seios penetrou
Iilíricos e a fonte de Timavo,
E, se o piadoso Eneias navegou
De Cila e de Caríbdis o mar bravo,
Os vossos, mores cousas atentando,
Novos mundos ao mundo irão mostrando.
Canto II - 46
Fortalezas, cidades e altos muros
Por eles vereis, filha, edificados;
Os Turcos belacíssimos e duros
Deles sempre vereis desbaratados.
Os Reis da Índia, livres e seguros,
Vereis ao Rei potente sojugados,
E por eles, de tudo, enfim, senhores,
Serão dadas na Terra leis milhores.
Os Lusíadas
Canto II - 47
Vereis este, que agora, pressuroso,
Por tantos medos o Indo vai buscando,
Tremer dele Neptuno, de medroso,
Sem vento suas águas encrespando.
Oh! Caso nunca visto e milagroso,
Que trema e ferva o mar, em calma estando!
Oh! Gente forte e de altos pensamentos,
Que também dela hão medo os elementos!
Canto II - 48
Vereis a terra, que a água lhe tolhia,
Que inda há-de ser um porto mui decente,
Em que vão descansar da longa via
As naus que navegarem do Ocidente.
Toda esta costa, enfim, que agora urdia
O mortífero engano, obediente
Lhe pagará tributos, conhecendo
Não poder resistir ao Luso horrendo.
Canto II - 49
E vereis o Mar Roxo, tão famoso,
Tornar-se-lhe amarelo, de infiado;
Vereis de Ormuz o Reino poderoso
Duas vezes tomando e sojugado;
Ali vereis o Mouro furioso
De suas mesmas setas traspassado;
Que quem vai contra os vossos, claro veja
Que, se resiste, contra si peleja.